sábado, 9 de junho de 2012

Só por dizer...


E, as últimas semanas de gravidez estão chegando... Hoje é uma daquelas noites em que os hormônios estão tão sensíveis quanto o fogo desta vela. Aquilo que é luz e que basta pode se apagar em um sopro.
Desta vez, meu quadril dói, meus nervos inflamam tanto no literal quanto no figurativo. As pernas com aflição por causa do peso que o quadril teima em não aguentar da sua vizinha barriga faz com que o andar manco se torne parte da estrutura. Pra pequena platéia, uma encenação, talvez...

Mesmo assim, continuo olhando fixo pra vulnerável luz da vela em meio à escuridão. Tem hora que o olhar fixo faz lacrimejar aquilo que poderia ser choro de criança ou a angústia de um adulto suturada a próprio punho na intenção de impedir que a escuridão da noite não acompanhe o amanhecer e impeça que o sol tome seu lugar de direito.

Os chutinhos do pequeno ser em meu ventre e suas piruetas dão o ar da graça de hora em hora. Graça de graça e feliz. Mas no fundo entendo que alguns ponta pés são como pedidos de sossego. Afinal, é preciso tranquilidade nesta casinha que não tem teto, nem nada, mas foi feita com muito esmero e merece ser cultuada.
Eh... trigésima sexta semana e o ritmo dos afazeres permanecem com o mesmo peso. Somado, claro, aos 5 kg e meio adicionais neste corpo que dá sinais de fadiga, mas dor é dor e não tem como medí-la com fita métrica ou passá-la por osmose pra que os demais saibam sua proporção. Senti-se sozinha e ponto.

Por isso, enquanto revogam seus direitos de ir e vir quando e bem querem. Permaneço olhando fixamente para a luz da vela e como um exercício de yoga, tentando adiar os embaraços. Como nem tudo dá sempre certo, o ventinho as vezes passa deitando a luzinha de fogo da vela, quase a apagando e nesses míseros instantes sinto que não vou resistir ao mantra e a escuridão acaba parecendo uma luz às avessas.

Respirar fundo é quase lei e voltar-se o foco para a luz da vela um decreto imediato para que tudo aquilo que realmente vale a pena permaneça como verdade absoluta e as sombras projetadas sejam elas fantasiosas ou golpes da senhora escuridão nada mais sejam que nada, ou quase nada... digno de uma noite de insonia ou vultos apenas...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Multiplicados


Numa visão aritmética, sendo um somando ao outro e oficialmente nos tornamos dois!
Durante 5 anos sem operações matemáticas.
Daí então, na divisão tendo 50% de cada um, a conta resultou em mais 1
Nos tornando três!
Passado um tempinho,
Demos conta de efetuar uma multiplicação com sucesso
Nos nos tornando 4!

E, pra dizer que avançamos a matemática da vida,
Nosso número par organizado em conjunto numérico
encontra-se em empate:

2 meninas X 2 meninos
Dando nome aos bois
Mamãe e Elisa X Papai e Mateus

E, os cálculos ficarão por aih?
Quem sabe? O que não desejamos jamais é passar pela subtração.

No mais, tudo será emoção!