quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Ele com 2 anos e 8 meses e Ela com 6 meses


Irmãos: São iguais e tão diferentes...
Quando nasceram…

Mateus chorou pouco
Elisa chegou ao mundo aos berros

O pequenino demorou uns 6 dias para fazer o primeiro cocô e a palavra ‘ressecado’ deveria ser seu nome do meio.
A primeira coisa que a Elisa fez ao pegá-la no quarto foi soltar um pum e naquela mesma noite encheu a fralda. Seu intestino continua muito bem, obrigado!

Chupeta na boca do polaquinho voava como torpedo.
A baixinha chupando chupeta é quase a Maggie dos Simpsons

Na hora de dormir os dois se assemelham (graças!) dormindo sem ninar, sem chorar e virados com a cabecinha para o lado, naturalmente.

Para mamar, o polaquim apenas soltava uns gemidinhos, já a Elisa berra se o mamazinho não chega logo...

No bom humor os dois arras am na simpatia.
Elisa é mais risonha e o Mateus é mais brincalhão

Na alimentação, quando bebê Mateus começou comendo mamão e a Lis experimentou pêssego.
Ele continua não sendo fã de frutas. Ela adora maçã, banana, pêssego,... o que vier!
O negócio dele é arroz, feijão, ovo e farofa.
Ela por enquanto só papinhas...

Os dois são super musicais. Mateus está no estágio de batucar panelas e dançar no ritmo da música.
Elisa, pelo interesse, chegará lá...

Bebezinho, dormia horas e horas enquanto a irmã está diminuindo seus sonhos por breves cochilos.
Mas, se o tempo estiver de fresco para frio, os dois caem num sono profundo deixando a mamãe por boas horas ocupada em outros afazeres.

São tão diferentes e semelhantes.
Nasceram com a mesma carinha de joelho.
E, com o tempo cada um está se modelando conforme sua personalidade manda! Porque o caráter a mamãe e o papai estão intervindo um bocado para que tudo saia como deve ser.



sábado, 9 de junho de 2012

Só por dizer...


E, as últimas semanas de gravidez estão chegando... Hoje é uma daquelas noites em que os hormônios estão tão sensíveis quanto o fogo desta vela. Aquilo que é luz e que basta pode se apagar em um sopro.
Desta vez, meu quadril dói, meus nervos inflamam tanto no literal quanto no figurativo. As pernas com aflição por causa do peso que o quadril teima em não aguentar da sua vizinha barriga faz com que o andar manco se torne parte da estrutura. Pra pequena platéia, uma encenação, talvez...

Mesmo assim, continuo olhando fixo pra vulnerável luz da vela em meio à escuridão. Tem hora que o olhar fixo faz lacrimejar aquilo que poderia ser choro de criança ou a angústia de um adulto suturada a próprio punho na intenção de impedir que a escuridão da noite não acompanhe o amanhecer e impeça que o sol tome seu lugar de direito.

Os chutinhos do pequeno ser em meu ventre e suas piruetas dão o ar da graça de hora em hora. Graça de graça e feliz. Mas no fundo entendo que alguns ponta pés são como pedidos de sossego. Afinal, é preciso tranquilidade nesta casinha que não tem teto, nem nada, mas foi feita com muito esmero e merece ser cultuada.
Eh... trigésima sexta semana e o ritmo dos afazeres permanecem com o mesmo peso. Somado, claro, aos 5 kg e meio adicionais neste corpo que dá sinais de fadiga, mas dor é dor e não tem como medí-la com fita métrica ou passá-la por osmose pra que os demais saibam sua proporção. Senti-se sozinha e ponto.

Por isso, enquanto revogam seus direitos de ir e vir quando e bem querem. Permaneço olhando fixamente para a luz da vela e como um exercício de yoga, tentando adiar os embaraços. Como nem tudo dá sempre certo, o ventinho as vezes passa deitando a luzinha de fogo da vela, quase a apagando e nesses míseros instantes sinto que não vou resistir ao mantra e a escuridão acaba parecendo uma luz às avessas.

Respirar fundo é quase lei e voltar-se o foco para a luz da vela um decreto imediato para que tudo aquilo que realmente vale a pena permaneça como verdade absoluta e as sombras projetadas sejam elas fantasiosas ou golpes da senhora escuridão nada mais sejam que nada, ou quase nada... digno de uma noite de insonia ou vultos apenas...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Multiplicados


Numa visão aritmética, sendo um somando ao outro e oficialmente nos tornamos dois!
Durante 5 anos sem operações matemáticas.
Daí então, na divisão tendo 50% de cada um, a conta resultou em mais 1
Nos tornando três!
Passado um tempinho,
Demos conta de efetuar uma multiplicação com sucesso
Nos nos tornando 4!

E, pra dizer que avançamos a matemática da vida,
Nosso número par organizado em conjunto numérico
encontra-se em empate:

2 meninas X 2 meninos
Dando nome aos bois
Mamãe e Elisa X Papai e Mateus

E, os cálculos ficarão por aih?
Quem sabe? O que não desejamos jamais é passar pela subtração.

No mais, tudo será emoção!


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Maternidade


Superpoderes que desenvolvi ao ser mãe:

1. Tornar-se ambidestro;
2. Comer mais rápido que a velocidade da luz;
3. Dirigir olhando pra frente e pro banco de trás ao mesmo tempo SEM sair da faixa;
4. Afinar os ouvidos para traduzir um "Bábádádáshuaua" como Mamãe quero dormir!
5. Dormir com um olho aberto e outro fechado;
6. Descobrir uma utilidade pra quem sofre da síndrome das pernas inquietas: chacoalhar o bebê.
7. Reflexos apurados para pegar o bebê no ar antes de cair;
8. Inventar músicas (letra e ritmo) na hora do soninho;
9. Aguentar bebê no colo, bolsa cheia, mamadeira na mão e chave na outra na missão de abrir a porta sem deixar nada cair.
10. Torna-se uma mãe - polvo pra dar conta de casa, comida, marido, trabalho e bebê.
11. Sorrir e dizer "Não foi nada, filho!" após aquela pancada na quina da mesa e o galo cantando no meio da testa da criança.

Adaptação

Temos a capacidade de nos adaptar a quaisquer circunstâncias.

Tenho pensado muito nisso ultimamente e em como a relação entre adaptação e tempo pode ser relativa. Tipo: quanto mais difícil ela for, mais teremos a sensação de que está demorando mil anos pra que tudo se acomode novamente e caia na rotina indolor e automática de cada dia. Enquanto trilhamos esse caminho pé por pé na linha bamba do desconhecido a emoção desequilibra, o coração dói e a cabeça parece um carro desgovernado. Mesmo sabendo que tudo passa, tudo passará - como diz a música - nada será abreviado. O jeito é respirar fundo e aguentar economizando fôlego. Afinal, mesmo que seja como uma picadinha de formiga e tudo passe logo, nossa história não pára por aí.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Nossas linhas imaginárias

Construímos linhas o tempo todo. A linha de chegada marcada com faixa vermelha no fim da graduação, a linha tênue entre o certo e o duvidoso e, a linha mais importante: aquela que riscamos para manter as pessoas à certa distância. Tem horas, nada por acaso, penso seriamente que para nossa segurança pessoal é imprescindível fronteiras entre nosso "eu" e o resto do mundo. Assistindo a vida, um tanto à toa, em uma das janelas de 'Chico' percebo entre a passagem da Banda que as pessoas são muito confusas e em suas confusões confundem a gente ao ponto de decretarmos que tudo é questão de linhas. Besteira! Nossas linhas imaginárias são só concretas à nossa própria prisão. Temos 2 caminhos e 1 escolha. Podemos perder tempo desenhando linhas ou podemos viver cruzando-as. Algumas serão perigosas, escorregadias, incertas...

E aih vai o que aprendi em um destes seriados enlatados:

Se você estiver disposto a se arriscar ultrapassando a linha, a vista do outro lado é espetacular!