quarta-feira, 25 de maio de 2011

Maternidade


Superpoderes que desenvolvi ao ser mãe:

1. Tornar-se ambidestro;
2. Comer mais rápido que a velocidade da luz;
3. Dirigir olhando pra frente e pro banco de trás ao mesmo tempo SEM sair da faixa;
4. Afinar os ouvidos para traduzir um "Bábádádáshuaua" como Mamãe quero dormir!
5. Dormir com um olho aberto e outro fechado;
6. Descobrir uma utilidade pra quem sofre da síndrome das pernas inquietas: chacoalhar o bebê.
7. Reflexos apurados para pegar o bebê no ar antes de cair;
8. Inventar músicas (letra e ritmo) na hora do soninho;
9. Aguentar bebê no colo, bolsa cheia, mamadeira na mão e chave na outra na missão de abrir a porta sem deixar nada cair.
10. Torna-se uma mãe - polvo pra dar conta de casa, comida, marido, trabalho e bebê.
11. Sorrir e dizer "Não foi nada, filho!" após aquela pancada na quina da mesa e o galo cantando no meio da testa da criança.

Adaptação

Temos a capacidade de nos adaptar a quaisquer circunstâncias.

Tenho pensado muito nisso ultimamente e em como a relação entre adaptação e tempo pode ser relativa. Tipo: quanto mais difícil ela for, mais teremos a sensação de que está demorando mil anos pra que tudo se acomode novamente e caia na rotina indolor e automática de cada dia. Enquanto trilhamos esse caminho pé por pé na linha bamba do desconhecido a emoção desequilibra, o coração dói e a cabeça parece um carro desgovernado. Mesmo sabendo que tudo passa, tudo passará - como diz a música - nada será abreviado. O jeito é respirar fundo e aguentar economizando fôlego. Afinal, mesmo que seja como uma picadinha de formiga e tudo passe logo, nossa história não pára por aí.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Nossas linhas imaginárias

Construímos linhas o tempo todo. A linha de chegada marcada com faixa vermelha no fim da graduação, a linha tênue entre o certo e o duvidoso e, a linha mais importante: aquela que riscamos para manter as pessoas à certa distância. Tem horas, nada por acaso, penso seriamente que para nossa segurança pessoal é imprescindível fronteiras entre nosso "eu" e o resto do mundo. Assistindo a vida, um tanto à toa, em uma das janelas de 'Chico' percebo entre a passagem da Banda que as pessoas são muito confusas e em suas confusões confundem a gente ao ponto de decretarmos que tudo é questão de linhas. Besteira! Nossas linhas imaginárias são só concretas à nossa própria prisão. Temos 2 caminhos e 1 escolha. Podemos perder tempo desenhando linhas ou podemos viver cruzando-as. Algumas serão perigosas, escorregadias, incertas...

E aih vai o que aprendi em um destes seriados enlatados:

Se você estiver disposto a se arriscar ultrapassando a linha, a vista do outro lado é espetacular!